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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Pesquisa Profunda a Respeito da Perseguida


Fiz uma pesquisa profunda sobre a jóia mais cobiçada desde os princípios dos tempos...Eis aqui uma junção de todos os nomes utilizados no país...Nomes carinhosos e acolhedores da obra de arte mais engrandecedora e acolhedora que existe...Para aqueles que não tem imaginação, pelo menos, aprendam a tratá-la com a devida reverência...Seja cavalheiro, levante-se sempre para ela sentar...Aqui a relação nacional da tão cobiçada e perseguida...BUCETA...

Boceta, prencheca, vagina, xana, pitrica, perseguida, xereca, prexeca, perereca, cona, putz, carne mijada, boca de cabelo, xoxotinha, porra, troço, buceta, bucetinha, bucetasso, bucetão, bucéfula, caixa dos prazeres, zona do agrião, abençoada, acolhedora, aquilo que eu gosto, aranha, área vip, aveludada, babaca, bacalhau, bacurinha, bainha, banguela, cabeluda, barata, bicho que mata o homem, bife à role, biscoito recheado, boca de baixo, boca vertical, boca banguela, borboleta, brecheca, buça, bueiro, onde desce o careca, buraco da serpente, buraco no meio da floresta, cabaça, cachuleta, caixinha de ouro, caminho da felicidade, campo alagado, capô de fusca, carne vaginosa, casa do caralho, caverna misteriosa, chana, chavasca, checheca, chimbica, xoroca, cocota, concha, copo de fazer milkshake, crista de galo, custozinha, desejada, desgraça de macho, dita-cuja, engole-espada, esfiha, fenda divina, flor da mulher, fonte da vida, fornicada, fruto proibido, furustreca, garagem da frente, gulosinha, house of love, jóia, katchanga, lábios de fêmea, largo do bilau, levanta astral, lindinha, lixa-pica, luvinha, machadada, marisco, massa folhada, mede-rola, meio de vida, mela-pentelho, melequinha, miséria, my precious, nhanha, ninho de rola, nugget de peixe, ostrinha papa-duro, paraíso, parmesão, passarinha, pecado, pechereca, pereteca, periquita, pimpolha, pitchulinha, pixota, pombinha, porca do parafuso, porta tacos, porteira do caralho, procurada, pussy, quebra-pinto, quintinha, racha receptora, repartida, rolinha, rua sem saída, saca-rola, saída de filho da puta, sapeca, setor de embarque, sirica, citérna de porra, sonho recheado, suadinha, suvaco de coxa, tabaca, talho, taturana, tchaca, tchonga, tchuchuca, tentação, testador de batina, tesouro de pobre, testão, tobinha, toca, encantada, tomba-macho, travesseirinho, trem partido, trevo, triângulo, túnel do afogamento, uh-tererê, vadjaina, vajoca, valiosa, velcro, viela funda, xabasca, xampola, xaninha, xebreca, xexeca, xotinha e xumbrega, tixé, taio, taioba, lanho, greta, xulipa, xoxota banguela, suga pinto, boca-de-gia, tabaco sapo boi, pastel de pelo, sapa x chalerinha, tcheca, escova molhadinha, boquinha de veludo, pataca, losango, oba!, xibio, chibio, xatico, chatico, dona bembem, bolcinha, sacola, maleta, bolsinha, boca cabeluda, maravilha, elegância, magnitude, ingênuo, priquito, caixeta adorada, órgão sexual feminino, xavasca, depósito de porra, olho de tandera, tabaqueira, chereca, priquita, copo de Vênus, navalhada...
Aos tarados de plantão, espero ter ajudado...Agora usem e abusem deste esplendido linguajar...rsrsr

domingo, 3 de junho de 2012

Dever Cumprido, agora o Descanso Merecido...

Um dia eu nasci...Então, um ser iluminado, me deu tudo e muito mais, do que eu poderia querer ou precisar.
Transformou cada dia do meu viver, em pura alegria, pura magia.
Zelou pelo meu corpinho delicado, alimentou-me com as coisas mais gostosas, me agasalhou em seu peito, me ninou com cantigas maravilhosas, me deu milhares de beijos doces que somente ela sabia dar.
Comecei a crescer e dar trabalho...Ela me apoiou nos primeiros passos, ensinou-me a montar os brinquedos e os quebra cabeças...Quando vieram as primeiras letras, apontou o lápis, segurando em minha mão, me mostrando curvinhas que pareciam desenhos divertidos.
Levou-me para a escola, me ensinou a fazer amigos, junto a mim, participou de todas as maravilhas e pequenas desavenças que fui tendo, em minha infância e adolescência.
PESSOA MARAVILHOSA...A quem, eu podia contar a qualquer hora, em qualquer lugar, em qualquer circunstância.
Transmitiu-me todo o ensinamento que poderia, me dizendo que o restante a vida é quem iria me ensinar...Ensinou-me a sorrir e a brincar...A lutar e a me defender...A respeitar e ser respeitado...A sonhar e batalhar pelos meus objetivos.
O tempo passou, mas a constância em seus carinhos e seus cuidados nunca deixou de existir, mesmo quando eu achava que não era mais necessário.
O tempo passou e como tudo nesta terra, chegou o momento de descansar.
Nosso Pai Misericordioso, agraciando-a pelos esforços de semear amor, carinho e compreensão...Dando-lhe o troféu da bem-aventurança, por tantos méritos conquistados, por tantas batalhadas travadas e vencidas, acolhe-a em seu Paraíso.
Recolhe-a em seu peito, dando-lhe a boas vindas e lhe entregando agora o descanso, para recarregar as energias gastas e também lugares maravilhosos que ela tanto sonhou estar...Entregou-lhe o Castelo dos Seus Sonhos e falou-lhe mansamente.
Filha...Filha Amada...Por merecimento, agora tens tudo aquilo que sempre sonhou...Daqui poderá ainda cuidar das pessoas amadas que deixou lá embaixo...
Lá em cima, ela olhando para os seres amados, para filhos queridos, então lágrimas começaram a rolar por seu rosto...Uma chuva abundante derrama-se sobre a terra.
Filha Minha...Esta chuva são lágrimas de milhares de Mães que estão aqui...Preste atenção !!!
Olhe para a terra, como ela suga alegremente a água abundante, repare como as arvores brincam de se balançar, como os animais estão felizes, como as flores se alimentam deste néctar, como tudo fica lindo e viçoso.
Ainda tem mais ...Esta chuva de amor, lava a alma dos meus filhos que estão lá embaixo, tirando o peso das traições, o medo de seguir em frente, lavando a alma de impurezas, extirpando a maldade e muitas coisas mais.
Você desceu e cumpriu sua tarefa com Primor...Cuidou e criou filhos legítimos e filhos emprestados, cuidou de muitas pessoas que precisaram de sua ajuda, ensinou a muitos, o caminho da fé, da compreensão, da doação e do amor.
Você fez tudo e muito mais do que deveria fazer, agora merece o seu descanso.
Se quiser saber de verdade, se tudo aquilo que plantou, tudo aquilo que cuidou, tudo aquilo que fez de bom, teve algum resultado...Olhe para as pessoas de quem cuidou.
Você saberá se tudo o que você fez, teve serventia e valor SÊÊÊ...
As pessoas amadas e seus filhos queridos chorarem por ti.
Sê chorarem, é porque Realmente Cumpriu a Sua Missão Com Maestria...CMRS.

Ao amigo querido...Que Deus lhe dê o conforto que tanto necessita nesta perda insofismável...Que os anjos amenizem sua dor...Que as orações lhe tragam conforto...Que Deus em sua infinita Sabedoria, lhe agracie com compreensão e paz de espírito...Meus mais sinceros pêsames, compartilhando neste momento, o seu pesaroso sentir...Carlos Magno.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Desabafo de Um Dominador

Entrei no BDSM por minhas tendências...Estudei e descobri na arte do SEXO e do AMOR, que as variações, me traziam um prazer indescritível.
Descobri que gosto de abraçar, de beijar, de grudar, de dar as mãos, de olhar nos olhos, de colo, de dar colo, de rodopiar e dançar, de brincar, de sorrir, de contar casos, de ouvir histórias, de compartilhar tristezas e alegrias, de pegar forte, de conviver a dois...
Sou um Dominador de alma, Dominador Psicológico também e totalmente definido e decidido não só como Dominador, mas, principalmente como Homem.
Adoro ler, aprender e crescer no conhecimento...Isto me levou a buscar a doutrina a respeito do Sadismo e do Masoquismo e por conseqüência, levando-me ao mundo de Gor.
De tudo o que aprendi, separei pra mim, aquilo que realmente me interessou de acordo com minha personalidade e prazer sexual, deixando de lado, aquilo que não me aprazia...Não sou obrigado a gostar de tudo que existe neste mundo infindável de variações e tendências.
Tiveram Dons que me desafiaram por fazerem mais coisas ou serem mais sádicos do que eu...Eu realmente ri...Ri da mediocridade de tentar se impor, por ser mais cruel ou desumano...Ri por querer ser superior em demonstrar brutalidade ou força física.
Eu entraria neste tipo de competição, se o objetivo fosse buscar um número maior de prazer e satisfação, mas, competir sobre brutalidade ??? Dizer a mim, que são mais poderosos por infringir maiores castigos ou punições as suas submissas ???
Perguntei se haviam estudado sobre anatomia humana...SÊ, tinha conhecimento da amplitude dos problemas que poderiam causar aos rins, aos pulmões, baço, fígado e também nas mamas...Interpelei se eles estariam capacitados a cuidar de suas cadelas, se houvessem problemas futuros, se tivessem a necessidade de cirurgias reparatórias por males infringidos, por açoites sem os devidos cuidados ou mesmo preparo de seus acessórios.
Eu adoro canning, whipping, spankig, fisting, sexo apimentado, submissão em posturas e tratamento respeitoso, porém, ADOROOOO a convivência como dois seres humanos que compartilham muitas coisas em comum, principalmente fazer amor ou sexo como vocês queiram entender, diversas vezes ao dia, principalmente se for em lugares proibidos...Adorooooo a sacanagem, adoro alisar e morder, apertar gostoso e beijar...Adoroo carinhos de todos os tipos.
Tiveram a ousadia de me criticar, pois, minhas cadelas, ao estarem em minha casa curtimos uma convivência de NAMORADOS e apenas com um olhar, ela se coloca na posição de sub...Ela sabe a hora do jogo em um olhar ou em uma pegada, sem eu ter a necessidade de ficar falando.
Não consigo entrar no jogo de 24 por 7...Não consigo tratar minha cadela durante tanto tempo em um esquema de escrava...Talvez eu peque neste sentido.
Não vou deixar de beijar, de abraçar, de rir e dançar, não vou deixar de passear e jantar fora, não vou deixar de abrir a porta do carro ou mesmo a porta do restaurante ao entrar...Não vou deixar de ser CAVALHEIRO, HOMEM E SER HUMANO, somente porque sou um Dominador... Minha cadela, por mais submissa que seja, não deixa de ser MULHER e ter sentimentos como tal.
Queria ver algum Mestre chegar em mim e me ensinar, me mostrar em realidade, se estou errado...Me criticar é bem fácil, afinal, falar besteiras é o que eu estou cansado de ouvir, mas me Provar que não posso ser HOMEM E DOMINADOR...Me provar que não posso ser CAVALHEIRO ao mesmo tempo que sou MESTRE... Me mostrar onde eu estou totalmente errado em ser carinhoso e nas horas certas, sádico...
Estou cansado de ser chamado de Feminista, Anarquista, Do Contra, Idiota metido a Dominador e mais um monte de adjetivos, porém, nunca me ENSINARAM com firmeza da realidade de vida, onde eu realmente poderia melhorar ou, onde eu estou realmente errado.
Não sou o dono da verdade...Não sou nenhum exemplo de perfeição...Não quero ser pior, ou melhor, que ninguém...Só quero ser eu mesmo...Com meus erros e defeitos, com minhas virtudes e qualidades.
Se for para me criticar, me venha com conceitos baseados em Estudos e Realidades de Vida, não me venham com conversa fiada ou opiniões discrepantes e infundadas.
Eu tenho um conhecimento literário bastante amplo, porém, quanto mais eu estudo, mais eu chego a conclusão que menos sei... Conto com a Humildade da recepção em aprender e aprendo todos os dias, até mesmo com crianças que ainda nem sabem ler, aprendo com Verdadeiros Dons e com as submissas, kajiras e escravos...
Se tiver algo de construtivo e engrandecedor a me passar, Seja Bem Vindo, pois, agradeço de coração... Se for para me criticar ou querer se mostrar superior a mim, então, primeiro cresça e tenha fama, pois assim, eu e um grande número de pessoas, teremos o prazer e a honra de nos curvarmos a sua Sapiência e aos seus Ensinamentos.
O tempo que você perde me criticando ou cuidando da minha vida, é o tempo que você ganharia fazendo algo de bom, pela sua vida medíocre...Dom Magno.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Dom Magno...Sou Dominador e Pronto !!!

Sou Dominador e Pronto.
Gosto da mulher safada, cheia de fetiches, loucuras e sem pudores.
A mulher tem que ser inteligente, daquelas que gostam de conversar e expor pontos de vista, ter opinião própria, ter desejos e não se incomodar com opiniões alheias.
A mulher tem que aprender primeiro a se amar...Tem que ter amor próprio, gostar de si mesma, ser cheirosa, andar gostoso, gostar do seu corpo, gostar das suas idéias e pensamentos e não ser complexada...Não ser uma Maria Vai Com as Outras, nem ficar dando uma de coitadinha quando as coisas não dão certas.
Ser uma submissa, não significa ser fraca...Não significa não ter determinação...Ser submissa é uma postura determinante em dizer...Eu Gosto de Ser Dominada no Aspecto Sexual e pronto!!!
O famoso ditado...Uma dama na sociedade, uma puta na cama!!!
A mulher definida e decidida, ela mesma sabe se tem tendências SM, se é ou não submissa, se gosta de dominar ou ser dominada...Não fica naquela história...*Eu acho que gosto*.
Eu acho??? Eu num acho nada...!!! É ou não É...!!! Gosta ou não gosta...!!!
Detesto as pessoas que usam...Eu acho...Talvez...Eu não sei...Vou pensar...Affff, isto é falta de confiança em si...Falta de confiança nas suas decisões e nas coisas que faz.
Minhas “doces cadelas” são mulheres guerreiras, com vida, com vontades, daquelas que vão a luta, mesmo sabendo do risco de algo sair errado, não tem medo de seguir em frente.
Todo mundo erra na vida, mas os erros são os melhores professores...Muito do que sabemos, foi justamente tropeçando e caindo, que aprendemos a nos levantar.
Gosto de falar sobre tudo, conhecimentos gerais, dialogar com a mulher, compartilhar idéias, criar um clima de amizade gostoso, buscar realmente a afinidade, para quando eu despertar a submissa, não ter que ficar falando mais nada.
Quando pego minha cadela pelos cabelos, é porque começou o jogo...E quando jogo, detesto conversinhas...É assim...Vem Cá Minha Putinha...Vem Cá Cadelinha.
Ela para...Ela respira fundo...Ela fica mansinha...Ela sabe que o couro vai comer solto...Ela sabe que vai ser usada de todas as formas...Sabe que agora não tem pra ninguém.
Então judio...Meto...Fodo...Bato...Chicoteio...Meto de novo...Esporro...Sou melecado...Puxo, bato, grito, xingo. dédo, fisto, plugo e meto forte de novo, amarro e é só loucuras, tesão, gozos pra lá e pra cá...Até o rubro tomar conta, até a respiração faltar, até os corpos estarem tremendo de tesão e realização.
Ensino tudo com calma para minhas meninas...A parte Litúrgica é de suma importância, é o essencial para que elas correspondam as minhas ordens, as minhas vontades de postura e profunda submissão dentro das regras do jogo.
Tenho uma paciência incrível em repassar mil vezes a mesma coisa, até que elas façam tudo por instinto, porque sabem realmente como se sentar, sabem realmente o que significa cada comando e sabem até mesmo interpretar o meu olhar, a minha postura, ou meus gestos com as mãos, sem ter que dizer nada.
Gosto do Pleasure, do Nadu, gosto de ficar brincando de posições, de analisar a perfeição que elas se esmeram em se colocar diante do seu Dono...É como uma música pra mim...É como uma injeção da libido no meu ser...É como acender o fogo da insensatez, acender a chama do puro tesão.
Eu trabalho com minhas subs, de acordo com cada uma delas...Cada uma tem o seu It, Charme, Potencial...Cada uma tem suas particularidades, e eu procuro usar o que cada uma tem a me oferecer.
Não fico falando que uma faz isto e a outra tem que fazer também...Cada uma dá o que tem de melhor...Ninguém é igual a ninguém, por isto não existe a monotonia nos meus domínios.
Sou Duro...Sou cruel...Sou sádico...Sou inteligente e responsável...Sou respeitoso...Sou totalmente litúrgico e jogo muitooooo bem.
Eu não tenho problema em conquistar uma submissa sem preparo algum...Uma sub sem requisitos e sem conhecimento do jogo, uma submissa digamos assim, pequena em tudo...
Eu a faço aprender, a faço crescer, a faço se conscientizar de tudo, além de mostrar e explicar no real, todos os tipos de sessões QUE EU UTILIZO, tarefas e punições...Obviamente, muitas outras coisas são criadas no decorrer de cada relacionamento, porém, o básico de tudo é importantíssimo ser muito bem esclarecido.
Eis o motivo de...Eu não encoleirar uma submissa até que tenhamos a certeza de uma convivência passional deliciosa e uma Dominação/submissão dentro das regras e totalmente de acordo com as nossas vontades, previamente colocadas em um contrato muito bem elaborado.
Antes, eu procurava encoleirar e depois ir ensinando aos poucos...Quantas vezes me dei mal...Perdi meu tempo...Fiz com que elas perdessem o dela...Perdi dinheiro...Passei raiva e também provoquei raiva.
Hoje, eu tenho meu jeito próprio de ver, sentir, analisar e fazer, porém, quando presenteio minha submissa com uma coleira, é porque sou digno dela, e ela é realmente uma submissa a minha altura...
O BDSM é minha insana paixão, minha pura loucura, meu maior tesão.
Este é Dom Magno...

segunda-feira, 21 de maio de 2012

É correto chamar uma submissa de cadela ???

Algo delicioso é compartilhar amizades de todos os tipos, classes sociais, estilos e aptidões sexuais.
Algo que me chama a atenção, é a prepotência e arrogância virtual de certos Lordes, Mestres, Dominadores, assim intitulados e muitos medíocres também.
Fui interpelado no Facebook e nas salas de imagens SM, além de perguntas em meu blogger a respeito da maneira as quais os Dons se dirigem as submissas em geral.
As subs com coleira virtual, são intimadas da mesma forma que, as subs independentes.
Vem cá CADELA, se apresente...!!! Cadela, me fale de você...!!! Cadelinha, entre no reservado agora...!!! Cadela, quero saber de você, vem aqui...!!!
Então vejo um Dom entrando, se dirigindo a uma sub independente...Cara menina, me permite ??? Se não for encoleirada, gostaria da sua atenção!!!
Entrou um Top...Jovem sub, tens dono ??? Me dê o prazer de conhecê-la!!!
Começo um dialogo com uma jovem Dominadora, Aline Waiss, inteligente e direta, além de demonstrar um conhecimento avantajado sobre liturgia Bedemista.
Categoricamente postou uma frase que amei ter lido, vindo de uma Domini e colocada com maestria.
Sempre digo que;;; Um(a) Dominador(a) não precisa ser nem GROSSEIRO, nem MAL-EDUCADO.
Perfeita visão de vida e de postura...Assim que um ser humano deve se colocar em qualquer ambiente...Respeito e Educação cabe em todo e qualquer lugar.
Quando eu realmente quero que alguém me escute, eu falo baixo...Quando quero que me atenda, simplesmente sou Determinante em meu falar.
Me é constrangedor e repudiante, ver Dominadores(as) chamando submissas de CADELAS, sendo que este tratamento é usado pelos DONOS ao se dirigir elegante e carinhosamente a aquela mulher que Ele(a) encoleirou.
CADELA é um titulo que as submissas ostentam com orgulho de pertencer ao seu Mestre Dominador(a)...Orgulho de falar, Meu Dono(a).
Enfim, depois de tanto viver, ler, pesquisar e aprender, não encontro uma explicação para este tratamento, pelos Dominadores Desavisados
Existe a cadela encontrada no meio da rua, aquele bichinho de estimação peludo que abana o rabinho eeeee...CADELA, submissa encoleirada por seu Dono, que merece RESPEITO e um tratamento condizente a uma mulher integra, com alma e coração.
O fato de ser adepta ao BDSM não a desqualifica ou a transforma em um ser menos respeitoso que qualquer um que se denomine Dominador(a), pelo menos, é isto que está escrito nas regras do BDSM.
Para ser Respeitado, é necessário se fazer Respeitar.
O Respeito é algo que engrandece a quem o usa como lema de vida...Pense nisto ao se dirigir a uma SUBMISSA...
Por favor, entenda...Isto só serve para os Dominadores(as) Desavisados(as)...CMRS.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Verdades ditas sem Medo

No mundo Baunilha, as mulheres se produzem para destacar seus dotes físicos. No mundo SADOMASOQUISTA, os cuidados com a higiene pessoal, vestimentas e uma série de outros requisitos, também são importantes, mas não é o primordial.
A chave mestra do fascinante jogo do SM é a beleza da alma, é o que você é. Não é o seu corpinho esbelto ou a barriga de tanquinho que o fará alvo das atenções, são as suas qualidades que o diferenciarão. Todo ser humano tem sua beleza em particular, seja na idade que for e no SM, elas são vistas e elogiadas.
Incrível dizer isto, mas é a pura verdade...Já vi muitas Submissas(os) e Dominantes, sem atrativos físicos, pessoas magérrimas, gordas, enfim, como diria a sociedade, feias ou esquisitas, serem disputadíssimas.
A Postura, a Convicção, a Sabedoria e o Poder da Dominação física e mental, são os fatores determinantes, para que um Mestre ou a Maestrina, conquiste um número maior de submissas(os) para sua masmorra.
Vindo das submissas(os), o feitiço maior, o grande poder de atração, estão nas submissas(os) de alma, pessoas que já nasceram predeterminadas a submissão ou com espírito servil. Pessoas assim assumem uma postura louvável, perante todas as necessidades do dia a dia, demonstrando total atenção a todas as tarefas, para que sejam executadas com perfeição, buscando o contentamento do seu Senhor(a).
Existem escravos(as) e dominantes, que descobriram suas vocações já com uma certa idade, ou mesmo por vivenciar relacionamentos passionais, onde a insatisfação, a falta de prazer, fez com que procurassem formas alternativas, para se sentirem bem e realizados.
No B/D, no D/s ou no S/M, de acordo com a afinidade de cada um, é de suma importância, a leitura, o conhecimento Didático(Liturgia), pois, quanto mais conhecimento, mais prazeroso e intenso, se torna cada relacionamento. Existem regras a serem cumpridas, existem motivos que intensificam o prazer, existem atos e atitudes que devem ser tomados, na realidade, o BDSM é uma ESCOLA DO PRAZER DO CORPO E DA MENTE, mas, é necessário que os alunos estudem e tirem notas cada vez mais altas.
Dizem que, os relacionamentos no BDSM são curtos, dizem que, ha milhares de perguntas sem respostas, porém, justamente a falta de conhecimento é que gera a discordância e separações.
Falando de forma rude, BDSM não é prostituição ou promiscuidade, não é trepar ou meter muito, pensar assim é abominante para os verdadeiros adeptos do sadomasoquismo.
BDSM é a arte de provocar e sentir as sensações das mais alucinantes e prazerosas que possam ser geradas durante uma relação sexual, é ultrapassar os limites da razão, é descobrir e criar situações tremendamente extasiantes.
Na vida comum, esbarra-se de frente com o egoísmo...Explicando;
A maioria das relações sexuais, os parceiros preocupam-se demais em gozar e se satisfazer, deixando o companheiro(a) na mão, isto acontece muito, no casamentos e relacionamentos quando a idade começa a chegar. O sexo deixa de ser um prazer, para se tornar uma necessidade, tipo assim, preciso dar uma aliviada hoje.
Os homens são os maiores culpados disso...Montam em cima da mulher, dão uma rapidinha e viram para o canto e dormem, sem se preocupar com a realização da parceira, obviamente, em todas as regras há suas exceções. As mulheres também têm sua parte de culpa, ao aceitar este desaforo e não reclamar por aquilo que merece.
Ao contrário do que ocorre no mundo Baunilha, no SM, descobrir fantasias que levem ao prazer, provocar o êxtase mais avassalador, levar o parceiro(a) a dimensões de sensações inqualificáveis, inovar em técnicas criativas e absurdas de resultados fascinantes, é justamente o que os amantes do BDSM acreditam e buscam proporcionar com o melhor de si.
Existem animosidades a respeito de certas praticas dentro do jogo, isto quer dizer, pessoas que fazem coisas que não aceitamos ou que nos causam algum desconforto. È usado um termo para esta aversão...SQUICKED. Sê algo for Squicks a você, se não gostar de algo que vê, simplesmente saia da sessão para tomar um ar e pronto. Você não tem que aceitar tudo aquilo que outros realizam. Faça, aceite ou jogue sempre no consensual, sempre em concordância com o seu Senhor ou sua Senhora.
Lembrando que; Ninguém pode Obrigar a ninguém a praticar atos acima de suas vontades. Ninguém é obrigado a dizer Sim Senhor se isto infringir seus conceitos pessoais de vida. Consensual quer dizer, De Comum Acordo.
O verdadeiro Dominante tem consciência do seu poder, de conduzir sua cadela ou seu slave, a gradativamente ir se superando, sem que para isto, ultrapasse os limites da razão. Ser louco, insano, desvairado é comum nos praticantes, mas existe uma diferença enorme em ser um Débil Mental...Razão, Sensatez e Consciência, são peças indispensáveis a qualquer um.
Um grande MEDO nas(os) subs, é como conversar com Seu Dono, sem lhe faltar o Respeito. Eis um grande ERRO, isso sim.
Para os dominados, existem dois fatos que são importantíssimos e sempre levado em conta, o SSC( São, Seguro, Consensual )...A Safe word  and Consensual, duas palavras chaves.
A Safe Word é uma combinação antecipada que se cria entre dominado e dominante, com palavras e gestos que levam o escravo(a) a demonstrar que aquilo esta lhe fazendo mal. O Dominador(a) instintivamente para ou pausa, sendo uma forma cortês de pedir que pare e não uma ordem direta, o que seria uma afronta. Lembrando que;
O acordo da palavra de segurança é levado tão a sério que se um Top ignorar ou não cumprir a palavra de segurança, é considerado um ato odioso e pouco ético, equivalente a um estupro.
Consensual ( Português & Inglês) é a comunicação e a concordância entre Dominador(a) e Dominado(a), antes de começar o jogo ou a sessão. Conversar claramente, sobre seus receios e medos ou pedir alguma coisa a mais. O dialogo aberto trás segurança e confiança, tornando cada sessão mais proveitosa.
Tem dias que estamos a mil por hora com a corda toda, tem dias que estamos meio derrubados. O que foi maravilhoso ontem, pode não ser legal amanhã, depende do seu estado de espírito, eis o porque da necessidade do dialogo.
Para terminar, é fantástico dizer que este obscuro mundo da perversão e insanidade, como alguns dizem, ao meu ver e ao meu viver, ele tem o Poder Arrebatador de levar-nos ao apogeu do prazer carnal. As variáveis são infindáveis, dependendo da criatividade e capacidade de cada um.
Cada Pessoa é Única, na sua forma de viver e sentir, portanto, nunca deixe de ser Único, para ser comum...Eis a magia do ser humano...Ser Único.
Cada relacionamento, cada sessão, cada jogo, poderá ser sempre mais alucinante e abrasador, tornando-se inesquecível, se tudo for feito com Consciência, Sabedoria e Entendimento.
Quanto maior o conhecimento, maior será o seu deleite.
Jogue...Jogue muito...E Seja Feliz...CMRS.

TERMOS USADOS NO BDSM.

Baunilha: Termo usado para designar o sexo convencional.
B&D: Escravidão (Bondage) e Disciplina (Discipline), também chamado BD.
D&S: Dominação (Domination) e Submissão (Submission),também chamado DS ou d/s
S&M: Sadismo (Sadism) e Masoquismo (Masochism), também chamado SM
Bottom (submisso) --- Top (Dominador)  ---  Slave (escravo(a))  ---  Mistresses or Dominatrix (Dominadoras)

Obs; a forma literária digitada, tem como finalidade, somente dar mais ênfase a certas palavras com o começo em letras maiúsculas ou toda a palavra.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Apenas um Conselho

Às vezes somos obrigados a ouvir verdades...Às vezes somos obrigados a nos conscientizar que, ninguém é dono do saber, portanto, temos a necessidade de irmos aprendendo e se remodelando a cada dia...O Homem que quer ser grande, é aquele que sabe, o quão pequeno é !!!...CMRS.

domingo, 4 de março de 2012

Fisting - experiência no extremo do sexo.

Fisting - experiência no extremo do sexo.

Este texto foi escrito por anjachella, visto que contém informações necessárias para esta prática que tanto admiro e pratico, por ser um material de porte educacional e elucidativo, não pude deixar de postá-lo aqui, mesmo sem o consentimento da autora, a quem gostaria de parabeniza-la, por estar de pleno acordo com a matéria divulgada.


http://www.anjatchellla.blogger.com.br/

Quem tem medo de fistfucking? Muita gente, por incrível que pareça. A idéia de uma mão inteira numa vagina ou no ânus é coisa que dá arrepios a muitos, que não podem sequer admitir a coisa, mesmo quando só documentada em vídeo. Mas na onda da liberação, que pouco a pouco vai abrindo corações e mentes, o prazer da extrema dilatação e profundidade vem tendo cada vez mais adeptos. De desconhecido, já se tornou papo de cama entre pares.
"sempre gostei de ser penetrada por cacetes grandes e grossos, poderosos. O fetiche do maior possível me levou a experiências bastante inusitadas com meu namorado, quando chegamos a nos penetrar mutuamente com as mãos. Foi algo muito bom, íntimo, transgressor... muito tempo depois é que soube que isto era fistfucking".

Fisting vem de do inglês, "fist", que quer dizer pulso. O verbo (uma gíria) pode ser traduzido como a prática de se enfiar a mão toda na vagina ou no ânus da parceira/o "até o pulso". Basicamente é a exploração manual da vagina,do reto e do "trato digestivo" da parceira/o como uma proposta de busca do prazer entre dois adultos. Ela vem se introduzindo cada vez mais na cama dos brasileiros, graças principalmente à Internet, que escancarou o "esporte" ao mundo inteiro. Na esteira da globalização, os costumes "extreme-sex" da Europa e dos Estados Unidos ganham, então, cada vez mais adeptos.

Fisting ou fistfucking, a manipulação da vagína, útero, canal do ânus, do reto e talvez do cólon, com a mão, o antebraço e talvez mais ainda, pode parecer nada prazeroso ou mesmo bastante desconfortável às iniciantes. Aí, a questão é saber o que se quer mesmo e insistir, ir em frente. Cada um deve ir testando e assim determinando seu próprio limite durante esta espécie de noviciado. Embora alguém possa ser privilegiado pela anatomia neste quesito, com uma vagina ou caixa retal grande que ajude, invariavelmente é mais a vontade e a descoberta do próprio corpo que fazem a boa fistee, muito mais do que do que a anatomia. Querer, aqui, é foder.

Muitas mulheres tem mais facilidade para a prática após o parto, já que é notória a diferença anatômica que o corpo feminino sofre com a gravidez. E nem há a obrigatoriedade de o parto ter sido natural, pois a dilatação para a passagem do bebê se dá mesmo com a eventual realização do parto cesariana, já que o corpo se preparou para a passagem do bebê pelo canal vaginal. Para quem é fissurado em prazer anal, curte brincar com o rabo da parceira e quer cada vez mais e maior, é a nova (velha) grande onda. O Fistfuck permite uma altíssima sensação de prazer para os que procuram prazeres extremos em termos de sexo. A dilatação e a profundidade alcançadas - quer na vagina ou no ânus - podem surpreender quem está chegando agora. A prática gradual pode permitir aberturas a ponto de acomodar um bom braço até o cotovelo ou mesmo mais. Praticantes já bem experientes recebem sem problemas duas mãos ou braços, em Fistings duplos que podem permitir mais de dois parceiros na parada.

Existem técnicas preliminares especiais de relaxamento aplicadas na vagina, no ânus e ao reto, facilitando a prática, notoriamente o uso de dildos ou plugs anais, espéculos, alargadores dos mais diversos... Na inserção da mão deve-se usar luvas de látex para evitar contaminação por doença ou AIDS e ter treino antes da prática para que não haja risco de lesão dos esfincteres, o interno e o externo. Usar lubrificante que não seja a base de água, pois ressecam-se rapidamente e lubrificantes que não destroem o látex das luvas e camisinhas. Cortar as unhas e lixar antes de introduzir a mão. Não beber álcool ou usar drogas antes da prática para não perder a sensibilidade.

Para que entendamos um pouco melhor o fisting, precisamos também entender melhor a anatomia das partes envolvidas na prática... Sobre a anatomia do canal anal, que é uma região anatômica do reto que, por sua vez, é a parte final do intestino. Para visualizarmos o que seria o canal anal, temos que imaginar uma garrafa de ponta cabeça. Desta forma, o corpo da garrafa seria o reto. A parte mais estreita seria o canal anal e o gargalo, a boquinha da garrafa, seria o que chamamos de anel anal. Isso é importante para entendermos que ânus é um termo amplo e tem muitas estruturas envolvidas. O canal anal inicia no anel anal, que é a abertura que vemos entre as nádegas.

Este anel é formado pela compressão voluntária de um esfíncter feito por musculatura estriada, em forma de anel mesmo, que circunda essa parte do reto e denomina-se esfíncter externo. Nós temos o controle desse esfíncter, embora ele tem uma regulação além da nossa vontade, isto é, fica contraído por reflexos. Internamente a parede do reto, temos uma musculatura que, nos 4 ou 5 últimos centímetros, se especam, formando o que chamamos de esfíncter interno e é controlado por reflexos locais, sem o nosso controle voluntário. Este esfíncter é diferente do esfíncter externo, pois não é em foram de anel, seria mais especo, de 4 cm, e funciona como se fosse uma espiral e não como um anel, ou melhor, vários anéis, lado a lado e que se contraem simultaneamente ou não, que mantém os 5 cm finais do reto, mais estreitados, quase que fechados. Esta parte do reto mais estreitada é que denominamos de canal anal. Acima do canal anal, temos a parte mais alargada do reto. Próximo ao canal anal, no reto, temos receptores barométricos que detectam a pressão interna do reto, pela presença das fezes em seu lúmen. Esses receptores estimulados, levam mensagens automáticas para estimular a musculatura do esfíncter interno e desta forma, contrairá e impedirá a entrada de fezes no canal anal. Desta forma, teoricamente, o canal anal está sempre limpo de fezes e se fizermos um toque com os dedos, nos 4 ou 5 cm não encontraremos fezes. Quando fazemos mais pressão para defecar, criamos um reflexo de defecação e, voluntariamente, relaxamos o esfíncter externo e automaticamente, por reflexo o interno, e as fezes atravessa o canal anal e acontece a defecação. Quando temos uma lesão que rompe o esfíncter interno, ainda temos como controlar as fezes pelo esfíncter externo, mas sempre, no canal anal, teremos fezes, pois não há mais o esfíncter interno. Se por algum trauma rompemos o esfíncter externo e interno, ai não temos a recuperação cirúrgica e teremos perda involuntária de fezes. Desta forma, para se fazer o fisting ou qualquer penetração anal, devemos relaxar o esfíncter externo e para isso, fazemos força, como se fossemos evacuar. Aumenta-se a pressão no reto e o reflexo faz o relaxamento dos dois esfíncter. Por isso, muito preferem realizar a lavagem intestinal por enemas. Uma preocupação a se levar em consideração é que o colon e o reto-segmoide produzem muco para lubrificação e proteção da camada interna do intestino, chamada de mucosa. Se fazemos uma lavagem intestinal intensa, estaremos retirando esse muco e deixando a mucosa mais exposta e lesões e infecção, já que o intestino tem bactérias ou vermes normalmente. Muito preferem fazer essa praticam sem o inconveniente das fezes e preferem fazer a lavagem, outros não se importam e mantém o intestino com seu muco. Os riscos do fisting anal são muitos, mas o principal é o rompimento dos esfíncteres, pois não tem reparo se rompido. Usa-se uma prótese no lugar do anel anal. Outros riscos menores são infecções, lesões, traumas e inflamações. Temos que considerar que o intestino e a saúde de quem vai levar o punho é boa, que não possua hemorróidas, fissuras, pólipos, ou outras patologias intestinais.

O fisting vaginal é uma prática mais fácil, pois não envolve os esfíncteres anais... mas nem por isso deixa de ter as suas dificuldades. A vagina é composta pelos grandes e pequenos lábios e o canal vaginal, envolvendo no seu curso final a base do útero. O canal vaginal é composto de um tecido mucoso, contornado por um anel de músculos poderosos. Estes músculos são os que auxiliam na expulsão dos bebês nos partos. Algumas mulheres possuem a capacidade natural de manobra destes músculos, apreendendo objetos com a vagina, ou expulsando-os (até com alguma força ou potência!). Outras, com a prática e exercícios, aprendem a fazê-lo. Esta técnica é conhecida popularmente como "pompoarismo" e pode ser uma grande auxiliar na prática do fist fucking...

Uma dúvida muito comum é a de, uma vez feito o fist fucking pela vagina, onde cabe uma mão toda e até um punho? O canal vaginal é notoriamente conhecido pela sua capacidade de adaptação e dilatação, sobretudo quando a mulher encontra-se excitada. Contudo, vale relembrar, a lubrificação é importantíssima no fist fucking. A falta dela também gerará de microfissuras à fissuras importantes de mucosa vaginal, que podem levar à infecções. O fister experiente sabe detectar os pontos de resistência e ultrapassa-los, usando para isso de manobras feitas com a mão e o punho, estreitando-os para a passagem em pontos mais delicados e adaptando-se assim à fisiologia do órgão. No fisting vaginal, não temos contato com as paredes do utero, mas sim com o colo do utero e tomados os cuidados devidos, não acarreta problemas para pessoas que não estejam grávidas. O maior cuidado à se tomar no fisting vaginal é com o cólo do útero, região muito sensível. Como qualquer ferimento tende à ter uma cicatrização difícil nesta região, não é incomum que os ferimentos alí tenham de ser cauterizados (!) para fechar... por isso, todo o cuidado, sobretudo com uma lubrificação muito boa e o uso de luvas é pouco... Por onde passa a cabeça de um bebê pode, facilmente, passar uma mão inteira, o punho, o pulso e mesmo uma parte do antebraço. Claro, existem incontáveis variações anatômicas que tornam algumas mulheres "fistees" naturais enquanto que para outras tal prática pode ser muito dificil. Ma não há registros de uma total incapacitação anatômica para tal que não seja considerada uma anormalidade de formação... ou seja, qualquer mulher anatomicamente "normal" poderá fazer fisting vaginal, ainda que com dificuldades .

No fisting em geral, para se chegar a uma dilatação boa para a penetração do punho requer-se treinamento de fistees e fisters e pode chegar a 2 anos de preparo. Existem aparelhos médicos, chamados de velas, para iniciar a dilatação, mas não existe tamanhos tão grandes quanto punhos. Outra dúvida muito comum entre os não iniciados é a de se achar que, uma vez que ceda a musculatura, esta não voltará mais ao normal... Bem, como já vimos anteriormente no texto, ela volta ao normal, de poucos minutos à algumas poucas horas após o término do ato . Se não voltasse ao normal não seria considerada uma prática BDSM também, já que não seria segura e nem saudavel. Mesmo a prática do fisting no ânus, que notoriamente não tem a mesma elasticidade da vagina, é segura sim... o ânus volta ao normal. Mas, como toda e qualquer prática sexual e / ou BDSM, HÁ LIMITES...

Quem pratica, diz que o termo Fisting está cada vez mais em desuso. Fister Guy, nick de um fistfucker paulista que participa de sessões privadas onde as/os convidadas/os levam e enfiam mãos e braços no rabo, explica: "O termo mais do momento é "foda de punho", aportuguesada mesmo. O que se procura é uma conexão mais afetiva e espiritual, de comunicação entre os casais pela sujeição e exploração do corpo do parceiro, numa atitude mais de comunhão", explica. "As palavras Fisting e fistfuck estão um pouco carregadas de violência e dominação, uma coisa mais do pessoal que curte SM (sado-masoquismo)", algo com cara de importado, colonizado," conclui, em sua opinião. "A foda de punho" está mais ligada ao pessoal "Extreme" (de extreme-sex), que não precisa ser necessariamente sado-masoquista.

A onda é estrangeira e o vocabulário também. Taí o glossário básico para quem deseja saber mais é:

a.. Buttplay - brincar com o cú da/o parceira/o, seja com o que for, é bem genérico: dedos, mãos, braços, consolos, pepinos, nabos, plugues, vale tudo. O Fisting é só uma parte dessa brincadeira toda.

b.. Barefist - Fisting sem luvas. É como trepar sem um pau encapado com a camisinha. Significa sempre perigo de contato com os fluidos corporais, muco vaginal, restos do enema (xuca) ou até mesmo fezes da fistee. E pode levar à
ferimentos com unhas e contágio por fissuras e machucados. Não é nem um pouco recomendado.

c.. Biga - situação onde um fister enfia as duas mãos, uma em cada fistee, como romanos comandando as rédeas de suas bigas.

d.. Cadeira ginecológica - daquelas de hospital mesmo, é bastante usada na prática do Fisting, permitindo à fistee uma posição confortável e boa concentração na hora de levar mão.

e.. Chain ou corrente - duas ou mais fistees, cada um enfiando a mão na/o outra/o, encadeados. O céu (ou a porta do quarto) é o limite...

f.. Crisco - é a grande marca de lubrificante americana. Para os adeptos do fistfuck ela pode e é oferecida em potes grandes. É à base de água e por isso não ataca a luva de borracha do fister. Aqui no Brasil, na falta dela, é
usada a banha hidrogenada, disponível em supermercados, para uso culinário. É gordura de origem vegetal, esterilizada mas acredita-se que ataque a borracha. A última das novidades, que elimina o incômodo e o mau-cheiro da gordura, pós fist-plays é um creme baratinho, de farmácia, chamado Tricofil. É o nosso Crisco tupiniquim.

g.. Dildo - nome genérico do famoso "consolo". Os mais legais, de última geração são em cyberskin, material misto, que usa silicone, bem macios. As mocinhas/os fisteee que se prezem adoram os negros gigantes em borracha maciça, exercícios de coragem em forma de obeliscos.

h.. Enemas ou Duchas - mais do que uma simples lavagem vaginal ou anal preventiva para eliminar quaisquer riscos, feita com clisteres, com água morna e alguma substância anti-séptica apropriada, também pode fazer parte do ritual. Há quem, levando até 5 ou 6 litros de água no intestino grosso, consiga se tornar uma cachoeira humana ao eliminar tudo rabo afora. Com direito a espectadores admirados!

i.. Doublefist - duas mãos... na mesma vagina ou ânus, de uma mesma pessoa ou de pessoas diferentes.

j.. Elbowfist - enterrada de braço até mais ou menos pelo cotovelo.

k.. Espéctulos - são ferramentas cirúrgicas, importantes no processo dilatador, até que a fistee consiga ter a vagina ou o ânus educado a ponto de levar uma mão inteira. Devem ser sempre de aço. Os pequenos, de acrílico, usados em exames de papanicolau, podem quebrar.

l.. Exercício Grego - talvez a origem do nome seja porque os gregos sempre foram famosos como loucos por sexo anal, desde a remota antiguidade. Nada mais é do que a auto exploração do ânus, enfiando um dedo , depois o outro e assim por diante, sentindo sua própria dilatação, conhecendo-se mais. Cinco dedos já é um batizado.

m.. Feetfuck - proceder como no fisting, mas usando um pé. Para proteção, pode-se usar uma camisinha feminina ou forrar tudo com filme plástico. Para desafios...

n.. Fingerfuck - brincar com os dedos, preliminares para o fisting.

o.. Fistee - quem faz a parte passiva, que permite ter mãos e braços introduzidos na vagina ou no ânus.

p.. Fistar - "penetrar" ... ou o mesmo que Fisting ou fistfucking, o verbo na forma aportuguesada.

q.. Fister - que significa o parceiro ativo fistador, o que introduz a mão ou braço.

r.. Luvas, acessório importante para a prática, a "camisinha das mãos". São usadas aqui luvas hospitalares, em borracha fina, que permite boa sensibilidade. Podem ser usadas também luvas de borracha longas, em verniz
colorido branco, preto ou vermelho, para penetrações profundas. No caso das luvas ficarem curtas para a profundidade da penetração, dá pra se forrar os braços com filme, tipo magic-pac, usado em cozinha.

s.. Pigs ou porcas - são as que se preparam mal para serem fistadas. Então, se rola no ânus sempre rola aquele cheiro e umas fezes. Mas define também os que curtem tudo isso como parte da história...

t.. Poppers - excitantes via nasal à base de metilnitrato de isobutila, existem numa infinidade de marcas e fórmulas. Tipo "lança-perfume" de bolso, industrial, é largamente utilizado pelas praticantes do Primeiro Mundo. Inalados, provocam rápida euforia, grande sensação de prazer e relaxamento, podem ajudar na hora H. É vendido com o nome "liquid incense" ou "leather cleaner". No Brasil, é proibido como qualquer produto tóxico. E atenção: como um vaso-dilatador, é contra indicado em uso conjunto com o Viagra. O crepe que pode vir daí só Deus sabe. Profissionais médicos não hesitam em considerar óbitos...

u.. Preparação - envolve desde o enema em si (no caso do fisting anal), até regime alimentar. Por exemplo: comer batatas e massas, para as fezes ficarem mais pastosas e fáceis de serem eliminadas; não consumir folhas cruas ou carne, para evitar digestões demoradas e gases. E consumir isotônicos para recompor a perda de sais juntamente com a água, durante a sessão de fisting.

v.. Budrose ou Rosa é o que vira um cu depois de uma sessão de fistfuck. Dilatado e vermelho, ele fica de um tamanho anormal e é uma espécie de "troféu" de empenho. Literalmente é o "cu virado do avesso".

w.. Self-Fisting - nada mais é do que fistar a si mesma. A maioria das fistee pratica no ato da masturbação, e muitos homens também. Geralmente é um primeiro passo pelo qual quase todos que sentem tesão na prática já pelo menos tentaram.

x.. Sling - ou a "cama de gato", é uma espécie de cama, presa ao teto com correntes fortes, onde a fistee pode se acomodar e ficar bem solta e relaxada, praticamente suspensa no ar.

O Fisting permite sensações de prazer muito mais intensas do que qualquer outro tipo de penetração (como com um pau, por exemplo), como sentir realmente o interior da parceira/o e a manipulação vaginal, do útero ou da próstata.
" - cheguei quase a pegar os ossos da bacia da minha namorada" declara, exaltado, DeepPig, um fister de São Paulo que tomou contato com a prática na Holanda, onde não é tão incomum. "mas o melhor é a conectividade, é a ligação entre os parceiros em contato muito profundo, parece coisa de outro mundo", continua. "É a coisa mais próxima de parir", brinca um outro participante paulista, Razor. Seja o que for, a excitação é realmente bastante intensa. Todas/os participantes sempre falam das gozadas abundantes, tremendas, um êxtase muito maior e gratificante do que já os que experimentaram nas trepadas ditas "normais". "Há uma ligação não apenas corpórea, mas de alma,um sentimento de saber que existe alguém se dando para você, ali, disposto a partilhar algo realmente diferente, de grande entrega", desfecha Deep Pig.

Técnica e tempo de prática são tudo. Uma das dicas mais básicas está em "sentir por onde é a entrada" da parceira, que nem sempre está "seguindo em frente". Isto pode exigir do fister posições complicadas durante o processo de acomodação da mão. Outra dica é respeitar o timmimg e a disposição da fistee para tal. Há dia em que tudo rola legal, noutro a coisa já não responde tão bem assim. É mais do que normal perguntar; isto não é perigoso? "É e não é" responde a maioria. O grande risco é o trauma, machucar enquanto se esfrega e comprime a mão na vagina ou no reto, podendo arranhar e espetar os delicados tecidos vivos destas regiões (são mucosas muito sensíveis). Por isso, forçar é o maior pecado e paciência a maior das virtudes. Isto é evidente quando se vê que grande parte dos acidentes ocorrem com novatos e pessoas que não têm uma noção muito certa dos seus limites. Um/a passiva/o em Fisting deve selecionar muito bem seus parceiros. 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

CONSELHOS A UM DOMINANTE

Vanderdecken Rubáiyát


1. Não nasceste Senhor. Tens que o merecer.

2. Mesmo que já mereças ser Senhor, isto não quer dizer que mereças a tua escrava. Nenhum Senhor merece a sua escrava. Se ela se entregou a ti, foi pura dádiva.

3. A tua escrava deu-te tudo sem te pedir nada em troca. Mas mesmo sem ela te pedir, há uma coisa que tens que lhe dar: razão para confiar em ti.

4. Se a tua escrava não se deixa amarrar, o defeito não é dela: é teu.

5. Tens o direito de ser cruel; tens o direito de ser caprichoso; tens o direito e o dever de ser firme e exigente; mas não tens o direito de não respeitar a mulher que se entregou a ti.

6. A tua escrava já existia antes de se entregar a ti. Tem uma história, um passado e uma personalidade e não há outra pessoa no mundo igual a ela. Não é uma boneca de plástico que possas moldar às tuas fantasias pré-concebidas. Podes subjugá-la; podes e deves educá-la ao teu gosto e para o teu prazer; mas tens de construir sobre o que ela já é. A isto chama-se respeito.

7. Quem dá as ordens és tu. Quando dás uma ordem, é para ser obedecida. Por isso pensa bem antes de ordenares seja o que for.

8. Se mostrar-te indiferente à tua escrava, te der prazer ou te parecer necessário, podes desempenhar esse papel; mas nunca lhe sejas indiferente na realidade.

9. Estuda a tua escrava com tanta atenção como ela te estuda a ti. Ou ainda com mais.

10. Não confundas prazer com felicidade. Tens o direito de exigir à tua escrava que te dê prazer, muitas vezes sem receber nenhum em troca; mas tens sempre o dever de a fazer feliz.

11. Uma escrava não tem direito ao prazer. Ela própria será a primeira a dizer-te isto. Mas uma mulher é um ser tão sutil e tão complexo que às vezes pode ter prazer em não ter prazer… Respeita-a também por isto, porque se trata de alturas a que nunca subirás. Por isso, proíbe o orgasmo à tua escrava, se quiseres, ao mesmo tempo que fazes tudo para lhe provocar; ou, pelo contrário, ordena-lhe que tenha um orgasmo enquanto te serves dela sem quaisquer preliminares e sem a menor carícia; em ambos os casos é possível que lhe dês um prazer que está para lá da tua compreensão.

12. Faz com que a tua escrava cresça. Se a fizeres diminuir, diminuirás tu ainda mais, e acabarás, por não ser digno de lhe beijar os pés.
TERMOS DO BDSM
DICIONÁRIO DE PRÁTICAS E TERMOS DO BDSM


Tentaremos abordar aqui as práticas e termos mais freqüentes dentro do BDSM. Esta listagem se propõe a auxiliar os novos a se familiarizarem com alguns termos comumente usados no BDSM mundial. Pretende também servir como um embrião que nos possibilite utilizarmos termos comuns, designando, por sua vez, idéias comuns a todos.


A autoria dos verbetes é de um dos mais respeitados especialistas em BDSM no Brasil: nosso caro amigo, Mestre Votan.

Este dicionário é o que podemos chamar de "obra aberta", pois se encontra em permanente construção: novos verbetes serão incluídos, periodicamente, por Mestre Votan. O autor também aceita sugestões dos leitores sobre termos e práticas que gostariam que fossem aqui elucidados.

Lembramos sempre que qualquer prática está baseada no credo do São, do Seguro e do Consensual (SSC). Toda e qualquer ação fora destes conceitos deixa de ser erótica e prazerosa, tornando-se patológica.

Limitamo-nos a descrever algumas das atividades mais comuns dentro do BDSM e acreditamos que o(a) leitor(a) terá o bom senso de não praticá-las sem o devido treino e troca de experiências. Alertamos que algumas das ações mencionadas aqui podem causar sérias lesões físicas.


Dicionário A - D

Abrasão -

Estimulação da superfície da pele por materiais abrasivos, tais como: couro cru, lixa fina, escovas com cerdas metálicas ou não, etc... com a intenção de provocar sensações intensas no(a) submisso(a). Pode ou não deixar marcas temporárias. 

Agulhas -

Prática que não é muito comum dentro do BDSM. Consiste no uso de agulhas para se conseguir um efeito psicológico intenso no parceiro(a). Os casos que temos conhecimento usam agulhas de acupuntura com penetração sub-cutânea. Relatam-se casos de uso de agulhas hipodérmicas também. Outra prática potencialmente perigosa em função de doenças sexualmente transmissíveis. Registramos que o adepto desta modalidade tem seus conjuntos de agulhas individuais. Não são equipamentos que possam ser emprestados. As agulhas descartáveis são quebradas e jogadas no lixo depois de uma sessão. A regra adotada pelos participantes é a mesma de outras práticas: cabeça e pescoço são regiões proibidas para inserção de agulhas. As regiões corpóreas mais freqüentemente utilizadas são: seios, coxas, nádegas, pernas, pés e, em alguns casos, a região genital. As agulhas são de um calibre muito pequeno, e são comumente usadas para acupuntura. Acreditamos que o efeito é muito mais psicológico do que o estímulo da dor física per si.

Algolagnia -

O ato de transformar a dor em prazer sexual. Um sinônimo para sadomasoquismo.

Anal Play (Jogos Anais) -

Qualquer fetiche ou prática sexual concernente ao ânus e/ou reto. Normalmente inclui: sexo anal, rimming, enema e fisting anal.

Anal Training (Treinamento Anal) -

Toda e qualquer atividade que vise a preparação do ânus para o "Anal Play". Normalmente pode durar dias ou semanas, como, por exemplo, um exercício de dilatação do ânus, preparando-o para ser usado, o que demora pelo menos 2 semanas.

Anallingus -

Palavra de origem latina para exprimir o sexo oral-anal. É o mesmo que "rimming" para os americanos.

Asfixia -

Prática de restrição de ar ou do fluxo sangüíneo amplificando a sensação do orgasmo. Muito perigosa, podendo ocasionar a morte.

Baunilha -

Termo usado para indicar o sexo convencional. Pessoas que não estão envolvidas em BDSM.

Barras de Imobilização -

São barras de metal ou madeira, de diversos comprimentos, geralmente com um gancho no seu centro, são utilizadas para manter braços e/ou pernas abertos e imobilizados. Podem vir com tornozeleiras e/ou pulseiras nas extremidades ou não. Dificultam ou impedem o submisso(a) de andar e dão acesso à área genital. São utilizadas de diferentes maneiras quanto a sua fixação.
Bastinado -


De "bastão" (Do latim: "bastonis"," bastum") Ato de bater nas solas dos pés. Acredita-se que o bastinado teve sua origem no mundo árabe, onde até hoje é usado. Foi "importado" pelos europeus na época das primeiras cruzadas. Também é referido a algumas regiões da Ásia, como forma de castigo aplicada pelo marido à mulher e aos filhos. A idéia do castigo do bastinado no mundo árabe, além da dor física como forma de punição, é deixar o castigado sem poder andar temporariamente, devido aos ferimentos da punição, em uma clara posição de humilhação. O Castigo consiste em imobilizar o(a) submisso(a), normalmente com as solas dos pés para cima, e aplicar golpes com uma varinha de "canning" somente nas solas dos pés. Deve-se observar que os pés possuem um grande número de terminações nervosas e ossos delicados e a possibilidade de um acidente é real. Não se aplica o bastinado com objetos duros como pedaços de madeira ou chibatas.

BDSM -

É a fusão de Bondage, Disciplina, Sadismo e Masoquismo (BDSM).

Bondage -

O "B" do BDSM. Bondage na verdade conforma as práticas de escravização. Popularmente usado para referir-se a atividades de imobilização com cordas, lenços, algemas de couro ou metal, tornozeleiras, "spread bars" (barras de alargamento que servem para manter pernas e braços abertos visando à imobilização do(a) parceiro(a). Todas as "cenas" de Bondage remetem ao tema básico: o cativeiro. Dentro dos grupos e comunidades de BDSM existe uma regra básica de segurança, definindo que imobilizações ou "amarrações" só são feitas do tórax para baixo. Cabeça e pescoço são áreas proibidas devido à possibilidade de asfixia. Dentro do S.S.C. há um limite de tempo para se deixar alguém imobilizado, em decorrência da possibilidade de isquemia tecidual, ou seja, da falta de irrigação sangüínea em uma área. Algumas pessoas acham extremamente sensual a situação de estarem imobilizadas, à mercê de outrem. Estar fisicamente imobilizado dentro de um contexto de consensualidade dá a possibilidade para os aficcionados de experienciar sua sexualidade livremente, o que, talvez, de outro modo, estas pessoas poderiam não ser capazes de se permitir em virtude de questões morais ou de educação. Bondage pode ser também visto como a transferência da responsabilidade para quem coordena a ação.
Bottom -

(Do inglês: "bottom": fundo, inferior, nádegas) Termo em inglês para se referir ao submisso(a).

Branding -

Queimadura na pele. Normalmente com ferros aquecidos ao rubro, para produzir escarificação. O Branding pode ser parte de uma cena, de um ritual ou modificação do corpo. Os desenhos geralmente consistem em linhas e curvas não conectadas, feitas individualmente e cada uma separada da outra por uma porção de pele não alterada. A razão para as linhas não conectadas é garantir que os elementos que formam o "design" da figura não cicatrizem em uma figura disforme. A pele humana cicatriza de maneira diferente da pele do gado. É o uso de um ferro em brasa, com uma letra ou símbolo para marcar definitivamente alguém. Deve ser sempre são, seguro e consensual. Historicamente, o branding é relacionado como símbolo de criminalidade ou escravidão. Marcas eram colocadas em criminosos na Idade Média, e em escravos. Encontrado na comunidade BDSM em relacionamentos estáveis e duradouros, onde o(a) submisso(a) consente em levar uma pequena marca de "propriedade". Os locais mais comuns para o branding são os seios, a parte interna dos braços, a região lombar, nádegas e parte interna da coxa. Como, ao cicatrizar, o branding aumenta de tamanho, atingindo de 2 a 3 vezes o diâmetro original, especialistas em branding usam pequenos "moldes" para esta prática. É uma atividade bastante controversa dentro da comunidade BDSM. Mesmo feito com todos os cuidados é extremamente doloroso, traumático, agressivo ao corpo e permanente. E os relacionamentos humanos no mundo de hoje são mutáveis. Como dizia o poeta Vinícius de Morais, "Que seja eterno enquanto dure...".

Breast Bondage -

Ato de amarrar os seios femininos com corda, cadarço, bandagens, etc. Como parte de um jogo erótico BDSM. Pode incluir "nipple bondage", onde se amarram os mamilos dos seios. Deve-se tomar cuidado com a amarração dos mamilos para não se provocar uma isquemia tecidual.

Body Modification -

Qualquer atividade de modificação ou ornamentação do corpo como ritual erótico, decorativo ou de fetiche. Comumente incluem tatuagem, piercing, branding e cortes superficiais.

Butt Plug -

Objeto em forma de pênis, mas com um estreitamento na base, próprio para ser inserido no ânus. Normalmente de látex ou borracha. Alguns podem vibrar ou expelir líquidos. Podem ser usados para treinamento anal.

Cage -

(Do inglês: gaiola) Podem ser de metal ou madeira, mas devem ser grandes o suficiente para acomodar uma pessoa.

Cane -
Uma vara de bambu ou rattan, que geralmente tem entre 30 e 60 centímetros de comprimento. Muito utilizada pelos ingleses durante sua permanência na Índia, como instrumento de disciplina.

Canga-

(Do chinês: "Kang-kia") Instrumento de tortura que consiste em duas tábuas articuladas que se abrem no sentido longitudinal. Possue três ou cinco recortes simétricos por onde se encaixa e se prende a cabeça e os punhos ou, a cabeça, os punhos e os tornozelos do escravo(a). As tábuas são fechadas e o escravo(a) é impedido de sair. Pode ter várias alturas diferentes aumentando o suplício do escravo(a);

Cateter -

(Do grego "katheter"). Sonda cirúrgica. Instrumento tubular feito de materiais diversos, o qual é introduzido no corpo com o objetivo de retirar ou inserir líquidos e efetuar exames. No BDSM é utilizado para controle das necessidades fisiológicas do submisso(a).

Cateter de Foley -

Tipo de cateter onde um balão pode ser inflado com uma solução estéril em uma das extremidades.

Cat o' Nine Tail -

(Do inglês: gato de nove caudas) Termo originalmente usado para se referir a um chicote usado pela marinha britânica em punições à bordo de seus navios de guerra. Atualmente usado para referir-se a chicotes com muitas pontas.

Cavalete -

Peça com quatro pés, revestida de espuma ou não na parte superior, podendo conter argolas para fixação dos punhos e tornozelos. Dentro do BDSM o cavalete é amplamente utilizado para a prática do spanking ou canning. O escravo(a) debruça-se no cavalete e é atado nas argolas do mesmo. O cavalete deixa o escravo(a) exposto ao dominador(a), pela posição assumida.

CBT - Cock and Ball Torture -

(Do inglês: Tortura de Bola e Pau) Prática de tortura específica do submisso masculino. Consiste em se aplicar jogos de tortura na região genital masculina. Basicamente se usam "clamps", cintos de castidade para pênis, pesos, etc..

Chibata -
 
Peça composta de um cabo e uma haste semi-flexível, normalmente utilizada para montaria. Consegue-se bastante precisão no spanking.

Chicote - 

Composto de um cabo, uma única longa tira de couro, podendo ter na ponta um pedaço triangular de couro. É o instrumento usado pelos domadores de feras nos circos.

Cinto de Castidade - 

Aparelho fechado por cadeado ou outro dispositivo que outrora as mulheres usavam, principalmente na idade média, com a finalidade de impedir as relações sexuais. Dentro do BDSM os cintos de castidade tem aplicações temporárias, por horas ou dias, e normalmente são de couro ou um metal não oxidante. Visam impedir o contato sexual. Para os submissos homens existe um aparelho que envolve o pênis e torna a ereção extremamente dolorosa.
Chuva Dourada -


Ver: "Golden Shower"

Chuva Marrom -

Ato de defecar no submisso(a) Deve-se notar que as fezes contem inúmeras bactérias e germes nocivos á saúde.

Clamp -

Prendedores usados em mamilos, lábios vaginais, escroto, etc. Acessório comum em uma cena de SM. Pode ter mola para aumentar ou diminuir a pressão, pode ter ganchos para se pendurar pesos ou correntes. Normalmente fabricados de plástico ou metal.

Coleira -

Um símbolo de entrega usada por um(a) submisso(a). Uma coleira é posta ou dada em um relacionamento como um profundo símbolo de entrega. Um(a) submissa(o) encoleirada(o) é considerado como propriedade ou parceira(o) de um(a) dominador(a). Pode ser usado também como equipamento em uma imobilização.

Consensual -

Atividades ou comportamentos acordados e de conhecimento de todos os que estão envolvidos. A consensualidade verdadeira exige que todos os participantes envolvidos em uma prática BDSM, sejam dominadores(as) ou submissos (as), tenham um mínimo de conhecimento do que vai ser feito e como vai ser feito, e tenham conhecimento dos possíveis riscos. No Brasil, a consensualidade ainda é algo pouco difundido e menos ainda praticada em seu sentido mais profundo. Não basta dizer, por exemplo, "vou te amarrar". Tem de existir tanto por parte do submisso como por parte do dominador o conhecimento de como fazê-lo, controlando os possíveis riscos e controlando todos os aspectos envolvidos. Sejam técnicos, teóricos, práticos ou psicológicos.

Contrato -

Um acordo escrito e formal entre as partes (dom e sub) definindo direito e obrigações de cada um. Estes contratos não têm qualquer valor jurídico, mas algumas vezes são utilizados para definir relacionamentos.

Crossdressing -

Ato de se vestir um homem de mulher ou mulher de homem. Mais comum entre homens submissos, do que em mulheres submissas, talvez por causas sociológicas. Em alguns grupos o homem submisso assume verdadeiramente o papel de mulher, inclusive servindo sexualmente. Uma espécie de travestismo.

Cruz em "X" ou Cruz de Santo André -

Cruz em forma de X, com argolas em todas as extremidades. Utilizada dentro do BDSM para imobilizar o escravo(a).
Disciplina -

O "D" do BDSM. Pode ser: punição, disciplina estruturada visando treinar o submisso(a), componentes de jogos de castigo/recompensa. A definição de Disciplina dentro do BDSM é muito ampla e será tratada em trabalho à parte.

Dogwoman -

(Do inglês: "dogwoman" - mulher cachorro) Ato do submisso(a) atuar e comportar-se como um cachorro ou cadela. Dentro do BDSM, deve comer em uma terrina, dormir aos pés da cama do dono(a), assumir posições previamente treinadas, etc...A prática de dogwoman requer adestramento como um cachorro/cadela.

Dorei -

(Do japonês: "Dorei". Tradução aproximada: escrava). Nome dado á mulher submetida ao Shibari (Ver: Shibari)
DST -

Doença Sexualmente Transmissível. Doenças que são transmitidas devido ao contato com fluídos corporais de outra pessoa.

Dicionário E - H

Eletrodo -

Condutor metálico de vários formatos, por onde uma corrente elétrica entra no sistema ou sai dele. O eletrodo dentro do BDSM é usado para aplicação de impulsos elétricos no corpo humano. (Ver: "eletro-estimulação") Pode ter várias formas e tamanhos.

Eletroestimulação -

Práticas de eletroestimulação não são freqüentes dentro da comunidade BDSM. Talvez pelo perigo que potencialmente representam para a vida das pessoas envolvidas. Um ponto bastante reforçado por pessoas da comunidade é que eletroestimulação não é aplicação de choques elétricos e sim a possibilidade de dar ao parceiro(a) estímulos externos completamente diferentes e atuando profundamente no corpo. Esta prática requer conhecimentos de anatomia e eletricidade para se alcançar todo o potencial existente. Pode-se, segundo depoimentos de aficcionados, conseguir a estimulação involuntária de nervos e músculos no corpo, gerando desde uma simples sensação de "formigamento" até seguidos orgasmos. Existem aparelhos específicos para esta prática que limitam a corrente utilizada e advertem claramente em seu manual de instruções que toda e qualquer atividade com eletroestimulação deve ser feita da cintura para baixo. Esta prática é proibida aos portadores de marca-passo, cardiopatas e pessoas que sofrem de epilepsia. Também é desaconselhada para pessoas que têm "piercings" no corpo.

Endorfinas -

(Beta-Endorfinas) - Componente químico produzido naturalmente pelo organismo humano que está envolvido na percepção cerebral da dor. O nome é derivado de "endo" que significa interno e de "morfina". As endorfinas são quimicamente semelhantes aos opiáceos. A grande euforia descrita por alguns submissos(as) após sessões de BDSM onde a dor atinge níveis altos, em parte pode ser associada á liberação de endorfinas pelo corpo humano.

Enema -

Ato de se inserir no ânus e reto determinada quantidade de líquido, visando a humilhação, quebra de resistência psicológica ou preparo para o sexo anal. Também existe a palavra pouco utilizada "clister", em português, ou "klistier", em alemão, para designar enemas.

Escarificação -

A escarificação é o ato de provocar pequenas cicatrizes na pele com instrumentos cortantes, lixas, ou materiais abrasivos. Prática pouco freqüente na comunidade BDSM. Usada em situações de SM, e quase nunca encontrada em situações de BD e DS. Os cortes são superficiais e podem ter formas geométricas, letras, etc. Como há sangramento, o risco de transmissão de doenças é grande. É mais comum a auto-escarificação e existem sites na Internet dedicados a esta modalidade, que está pouco associada ao BDSM e vem ganhando espaço entre culturas alternativas. Socialmente encontrada em tribos africanas, algumas culturas da Polinésia e Oceania, são símbolos ritualísticos de passagem ou, na África, denotam o status marital de uma mulher.

Espéculo Vaginal -

Instrumento médico usado para se examinar a vagina, dilatando-a mecânicamente. Usado em práticas de exposição e jogos médicos. São feitos de plástico e descartáveis. Requer uma certa técnica a introdução de um espéculo na vagina.



Fang Chung Chu -

(Artes da Câmara Interior) É o coletivo para as práticas sexuais chinesas taoistas, praticadas para se conseguir a unidade com o Tao ou a imortalidade. São relatados casos de estados alterados de consciência ao se fazer uso desta prática. A muito grosso modo é o equivalente chinês ao Kama Sutra Indiano. Algumas práticas BDSM utilizam-se da técnica do Fang Chung Chu.

Fist Fucking -

Do inglês: Fist: punho + Fucking (meter, na gíria) . Uma das mais intensas práticas dentro do BDSM. Consiste na introdução da mão (punho) na vagina ou ânus. Tem mais adeptos dentro da comunidade gay, mas não está associada á práticas homossexuais dentro da comunidade BDSM. Inicialmente, o dominador(a) introduz vagarosamente os dedos, até conseguir um relaxamento muscular do parceiro(a). Deve existir uma grande cumplicidade entre o dominador(a) e o submisso(a) para esta atividade. Fisting requer tempo, atenção, cuidado e carinho. Com a lubrificação adequada, fisting não é necessariamente uma experiência dolorosa. De qualquer maneira, é consenso dentro da comunidade BDSM que a prática do fisting não é utilizada para causar dor e sim prazer no(a) parceiro(a) como uma forma intensa de penetração. Praticantes de Fist Fucking dizem que esta é uma atividade sensorialmente profunda, tanto para quem está recebendo como para quem está conduzindo. O fisting tem inúmeros componentes psicológicos: Pode remeter à uma sensação de violação, humilhação ou abandono. O punho é um símbolo de poder, literalmente. A introdução do punho dentro do corpo de um ser humano tem um enorme impacto tanto emocional quanto sexual, pois diferente de objetos artificiais (vibradores, butt plugs, etc.) a destreza e o movimento da mão provoca uma sensação única. Lembramos que a introdução de qualquer coisa no ânus/reto é uma atividade de alto risco, que pode resultar em hemorragia.

Fisting -

Inserção completa da mão na vagina (fisting vaginal) ou ânus (fisting anal). Esta prática requer tempo, conhecimento mútuo, relaxamento e paciência.


Gag, Ball Gag -

Instrumentos que são inseridos na boca para evitar que um submisso(a) possa falar. Podem ter a forma de bola, freio; podem ser rígidas ou moles. Não se devem usar as ballgags que possuem balão de inflar, pois podem induzir a um sufocamento. Deve-se também, ao se usar ballgags, convencionar uma "safe word" que possa ser entendida pelo dominador(a), como, por exemplo: batidas com as mãos ou pés, movimento de cabeça, ou algo similar, visando preservar a segurança da situação.

"Gatilhos Emocionais" -

Associações de palavras, gestos, ações, comportamentos ou situações que provocam e desencadeiam reações emocionais. Um bom dominador(a) deve possuir tato para perceber quais são os gatilhos que desencadeiam reações positivas e negativas em seus submissos(as). E deve ter responsabilidade para usá-los ou evitá-los também.

Golden Shower -

Técnica de humilhação, onde o dominador(a) urina no corpo do submisso(a)

Hojojutsu -

(Do japonês: "hojoju-tsu")
Também referido como Kinbaku
Técnica tradicional de encarceramento e tortura usada no Japão feudal pelos samurais e pela polícia, com 4 leis fundamentais:

1- Impedir o prisioneiro de escapar
2- Não causar nenhum dano físico ou mental ao prisioneiro
3- Não divulgar a técnica de hojojutsu a ninguém que não pertença ao clã
4- Ter uma concepção artística ao executar o hojojutsu

Do Hojojutsu originou-se o Shibari
O hojojutsu foi aplicado até meados de 1900 pela polícia local japonesa.

Dicionário I -L





Kaviar -

Gíria na língua alemã para designar fezes entre os apreciadores de coprofagia.

Kimbaku -

(Do japonês "kimbaku"). Palavra usada no Japão para designar o Shibari. (Ver: Shibari)

Limites -

As fronteiras das atividades no BDSM acordadas e conversadas entre dominador(a) e submissa(o), definindo o que e até onde uma prática, uma cena ou um relacionamento podem ir. Limites devem ser obrigatoriamente respeitados. O limite se aplica às regras, cenas, práticas, níveis de dominação e submissão, duração das cenas, etc.

Dicionário M -P


Masoquismo -

O gosto erótico pela dor, humilhação em ser dominado(a). Algumas vezes o termo é usado para designar a pessoa que gosta de dor mais intensa, ou que tem prazer em atividades que causem maior nível de dor.

Mentor -

Um conselheiro, alguém em quem se possa confiar plenamente, e que tenha um certo conhecimento de técnicas BDSM. É um amigo e instrutor, tanto para a parte técnica como para a parte conceitual do BDSM

Mumificação -

Prática de se imobilizar o submisso(a), enrolando o corpo deste com ataduras, plástico, filme de PVC transparente (Magipack), ou congênere, impossibilitando qualquer movimento. Cuidado especial deve ser tomado para se evitar asfixia. Algumas vezes a prática de mumificação induz o(a) submisso(a) a um estado eroticamente alterado de consciência, provocando um mergulho no interior de si mesmo.

Medical Play -

Consiste nas práticas com alguns objetos de uso médico. Os mais difundidos são: espéculos vaginais, espéculos retais, e ânsucópios. Enemas, cateteres, agulhas e fist fucking podem entrar em sessões de Medical Play. Luvas cirúrgicas descartáveis são comumente utilizadas. Existe aqui uma boa dose de exposição da região genital e, em função disso, pode-se pensar em estímulos sensuais subseqüentes decorrentes de exibicionismo e do prazer advindo da sensação de estar envergonhado, que se somam aos estímulos principais, provenientes da relação de "dominação/submissão".


Palmatória -

Pedaço de madeira ou borracha, pesada, as vezes furada, similar á uma raquete de ping-pong, mas ligeiramente afilada, utilizada para spanking.

Pelourinho -

Coluna de pedra ou madeira com argolas na parte superior para fixação de cordas ou algemas. Existem alguns modelos com argolas para fixação de tornozeleiras. Inicialmente usado para castigar escravos, dentro do BDSM é utilizado para imobilização de escravos(as).

Piercing -

Embora o piercing não esteja envolvido diretamente em práticas dentro do BDSM, hoje é amplamente usado dentro de um conceito estético. Reportamos casos de submissos(as) que usam piercings como forma de exteriorizar simbolicamente a entrega ao seu dominador(a). Registramos duas modalidades diferentes de piercings dentro do BDSM: as práticas temporárias, e o piercing como símbolo. Nas práticas temporárias são utilizadas agulhas ou piercings de calibres pequenos, e são mais comumente inseridos nos pequenos lábios vaginais na mulher, no escroto no homem, ou nos mamilos em ambos os sexos. Os piercings no escroto que reportamos foram feitos subcutâneos, não penetrando profundamente. Nos mamilos, ao invés do piercing em forma de argola, reportamos para os casos temporários, o uso de agulhas que transfixavam os mamilos onde eram pendurados pequenos pesos. Ao término da sessão eram retirados. Piercings definitivos são usados dentro do BDSM nos mamilos e região genital. Podem ser dispostos em formas simétricas na vagina ou escroto e ligados por pequenas correntes, dentro de jogos de imobilização. Piercings precisam ser feitos sob condições específicas que certamente não são as de uma sessão BDSM: Os instrumentos usados devem ser estéreis. O diâmetro do cateter guia (usado para fazer o furo) depende da densidade do tecido a ser perfurado. A pele é presa com uma pinça e aplicam-se agentes bactericidas no local. O cateter é inserido e o furo é feito. Retira-se o cateter e coloca-se o piercing, que deve ser de material hipoalergêncio. (ouro, platina, nióbio ou aço inoxidável cirúrgico). Piercings requerem de seis a oito semanas para cicatrização. Se for aplicado na região genital, a abstinência sexual durante este período é obrigatória. Lembramos que piercings podem causar hemorragia, necrose de tecido e danos a nervos. Técnicas diferentes aplicam-se a áreas diferentes do corpo. A escolha do calibre apropriado do cateter e do piercing é crucial.

Ponyboy -

Submisso treinado para agir e se comportar como um pony, ou cavalo.
É um pouco incomum dentro do BDSM o fetiche por ponyboys

Ponygirl -

Submissa treinada para agir e se comportar como um pony, ou cavalo.
Existem roupas e acessórios para ponygirls.

Privação Sexual -

Ato de impedir física ou mentalmente que o(a) submisso(a) tenha prazer. Pode ser aplicado tanto por voz de comando, caso haja um condicionamento para tal, como por meio de aparelhos para impedir as sensações físicas.

Proibição de Orgasmo -

Ato de proibir, apenas pela ordem verbal a obtenção de orgasmo por parte do submisso(a). É comum o(a) dominador(a) ordenar ao submisso(a) que não goze, a não ser que ordenado pelo dominador(a). Requer uma grande dose de concentração e auto-controle.

Dicionário O -T

Restrições -
Uma variante da imobilização, onde se priva o(a) submisso(a) de alguns dos sentidos: a visão, a audição, a fala, etc. Na comunidade BDSM é comum o uso de vendas, mordaças ou gag-balls, tampões de ouvido, etc. visando gerar no(a) submisso(a) uma expectativa, uma tensão do que está por acontecer. Em formas mais pesadas de práticas BDSM se tem conhecimento do uso de sondas uretrais para controle das necessidades fisiológicas do submisso(a) e uso de cinto de castidade por tempo determinado, tanto em homens quanto em mulheres, impedindo o ato sexual tanto anal quanto vaginal. Outra atividade bastante popular é a "proibição" do gozo por parte do submisso(a), onde este deve aguardar a permissão de seu mestre ou dominador(a) para tal. Nota-se aqui o componente erótico que sempre está presente. O que se busca é prazer mútuo dentro do São, do Seguro e do Consensual.

Rimming -

É o sexo oral no ânus. Ato de lamber ou beijar o ânus.

Sexo Anal -

Embora largamente praticado fora do contexto BDSM, é utilizado como forma simbólica de posse e dominação ou de entrega e submissão. Alguns cuidados básicos devem ser tomados para o sexo anal: As doenças sexualmente transmissíveis, em especial a AIDS; a penetração vaginal logo após a penetração anal é outro descuido freqüente e serve de porta de entrada na vagina para bactérias que estão no ânus e reto, propiciando uma série de problemas para a mulher. A "perda das pregas" é um folclore. Ninguém perde pregas por praticar sexo anal. Exploram-se também as várias possibilidades do uso do ânus dentro do BDSM. Enemas, Fisting, butt-plugs para relaxamento dos esfíncteres, etc. Mas, basicamente, todos têm a mesma função: servir como veículo de prazer e simbolizar a entrega para outro(a) de algo que não é comum e, portanto, especial.


Shibari -

(Do Japonês: "Shibari" - amarrar)
Termo genérico utilizado atualmente para designar o bondage japonês.
Técnica de bondage extremamente estética, derivada do "Hojojutsu" (ver:- hojojutsu) e originária no Japão feudal, com profundas raízes na cultura Japonesa. Cada clã medieval japonês possuía sua própria técnica que era zelosamente guardada. Inicialmente era utilizada como forma de imobilização, castigo e punição aos prisioneiros.

O Shibari ou hojojutsu era aplicado pela polícia local e pelos samurais com dois objetivos principais: imobilizar a vítima e coloca-la em uma postura de submissão e humilhação.

O Shibari teve uma revalorização erótica á partir de 1960. No japão é formalmente conhecida como "Kinbaku-bi" e existem teatros especializados onde se pode, mediante pagamento de ingresso, assistir a um espetáculo de shibari. Os mestres de Shibari japonês são muito respeitados.
A mulher japonesa que é submetida ao shibari recebe o nome de "Dorei" - (Ver:- Dorei)

Spanking -

Nome utilizado dentro da comunidade BDSM para o ato de bater, notadamente na região das nádegas. Não se pode confundir o spanking dentro do BDSM e do S.S.C. com o ato da violência física. São situações diametralmente opostas. Nenhum dominador(a) ou submisso(a) corrobora ou aceita a idéia de que para entregar-se deve apanhar ou tomar uma surra. O spanking visa o prazer mútuo e é uma forma de se potencializar o desejo. Necessário fazer uma ressalva aqui, que em algumas culturas orientais, o ato de bater para estimular sensualmente é amplamente aceito e difundido, basta consultar o Kama Sutra No Brasil spanking engloba o ato de bater com as mãos, chicote, vara, chinelo ou palmatória. Nos Estados unidos e Europa, há uma distinção entre o Spanking, Whipping e "Canning". "Whipping" é qualquer atividade que envolva chicotes e Canning, que envolva varas. (bambu, rattan, etc.). No BDSM pratica-se o spanking de várias formas. Com a mão, aplicando-se palmadas, onde não é a força que importa, mas sim o ritmo e a constância; e com chicotes dos mais variados tipos, chibatas, chinelos, etc. Mas não com varas. Canning não é spanking. A prática de se bater com uma vara é extremamente perigosa e pode provocar sérias lesões internas. Raramente utilizada dentro do BDSM como forma de castigo severo. É consenso que o rosto e pescoço são áreas proibidas para spanking em virtude da quantidade de tecidos e órgãos que podem ser facilmente lesados. (ex: olhos, nariz, boca, cabeça). A maior parte das pessoas "SM" que gostam de punições corporais incluem o spanking em suas atividades. Uma cena de spanking começa com um "jogo" real ou imaginário de punição por alguma falta ou ato cometido pelo submisso(a) No contexto BDSM spanking é associado para aumentar a sensação de vulnerabilidade física do parceiro. Muitos fatores, entretanto, são comuns na figura do dominador(a): autoridade, coerção erótica, humilhação e representação da figura paterna, que podem despertar mecanismos de prazer no submisso(a). Havelock Ellis e, posteriormente, Wilhelm Stekel abordaram aspectos psicológicos das atividades de spanking que indicamos para quem quiser se aprofundar neste tema sob outra óptica.

Spread Bar -

Barras longas, usualmente de metal madeira com argolas e/ou furos em cada ponta, usadas em situações de imobilização para manter os braços ou pernas do submisso(a) afastadas.

Subspace -

Um estado físico e mental ocasionado pela liberação de endorfinas. As endorfinas podem ser liberadas devido ao "stress" ou á uma prática intensa e m uma sessão BDSM. Não é um acontecimento comum.

Sucção -

Sucção da pele ou de órgãos genitais, realizado com o auxílio de bomba de vácuo manual ou eletro-mecânica. Pequenos copos de vidro ou plástico, conectados por tubos plásticos e aplicados aos seios, genitais femininos ou masculinos.
Pela diferença de pressão, provoca-se o "inchaço" da região onde é aplicado. Se utilizado com muita pressão, deixa marcas circulares roxas.
A medicina chinesa utiliza uma técnica similar.

Switcher -

Do inglês "switch" (trocar) - Pessoa que tem prazer em atuar como dominador(a) e submisso(a).

Suspensão -

Técnica de imobilização onde o peso do(a) submisso(a) é totalmente ou parcialmente suspenso por algemas e tornozeleiras especiais. Não se faz suspensão só com cordas ou algemas ou tornozeleiras comuns. Esta prática requer cuidados especiais com o equipamento, fixação, tempo de permanência em suspensão e posição.

Sete por Vinte e Quatro (7/24) -

(De: 7 dias por semana, 24 horas por dia.) Filosofia dentro do BDSM onde, analisando de um modo simplista, as pessoas envolvidas se propõem a viver um relacionamento de Dominação/Submissão 24 horas por dia. Este tópico também é muito abrangente e merecerá estudo à parte.

Dicionário U -Z

Tickling -

Pratica aparentemente inocente, mas utilizada milenarmente pelos chineses como tortura menor. O tickling é o ato de se aplicar cócegas e beliscões em alguém. Psicologicamente perturbador, depois de um tempo transforma-se em uma poderosa forma de estímulo sensual. Existe um componente psicológico muito forte nas cócegas, talvez por remeter às "couraças musculares" tão bem tratadas por Reich . Normalmente o tickling é feito com o submisso(a) imobilizado para evitar fugas ou movimentos involuntários bruscos. O dominador(a) pode usar as mãos, penas, pequenos "rastelos", ou qualquer coisa que provoque cócegas. Se aplicado por muito tempo pode ocasionar incontinência urinária, o popular "urinar nas calças de tanto rir". Excluindo-se o nervosismo inicial, uma sessão de tickling libera uma quantidade considerável de endorfinas no cérebro. É comum o submisso sentir uma mistura de sensações de bem estar e esgotamento físico depois de uma sessão de tickling. O dominador(a) deve observar que uma sessão prolongada de cócegas pode ser extremamente perigosa.

Top -

Homem ou mulher que está na posição de dominação. (Do inglês: "top" em cima, acima)


Tortura Genital -

O princípio básico da tortura genital é provocar sensações profundas e intensas diretamente nas zonas erógenas do corpo. A intensidade e as atividades variam de pessoa para pessoa e de prática para prática. Reportamos um grande cuidado dos praticantes para que não se ultrapasse o ponto onde a dor deixa de estar associada ao prazer. A área genital e os mamilos estão sujeitos a danos irreversíveis mesmo sob "castigos" moderados e os praticantes são muito cautelosos neste tipo de atividade. Pode-se usar gelo, velas (parafina), "imobilização", prendedores, pesos e uma infinidade de equipamentos para se praticar tortura genital. Esta prática está na maioria das vezes inserida em um contexto mais amplo. É muito raro uma sessão só de tortura genital, entretanto muitos homens e mulheres são particularmente sensíveis a castigos genitais, estimulando o(a) Dominador(a) a gastar mais tempo nesta modalidade. A tortura genital no homem submisso é conhecida como CBT (Cock and Ball Torture) e compreende toda e qualquer prática visando a impossibilidade de ereção, dor e/ou castigo físico no pênis, bolsa escrotal e púbis.


Trampling -

É o ato de ser pisado(a) pelo dominador(a) estando este(a) descalço(a) ou com sapatos. Mais comumente observado no fetiche por pés. O risco do trampling é a pressão exercida por saltos altos muito finos, concentrando o peso do corpo do dominador(a) em uma área muito pequena. Novamente, cabeça, pescoço, plexo solar, e região genital são proibidos segundo relatos dos praticantes do BDSM. Admite-se o trampling na região genital, desde que feito sem sapatos, e dentro da tríade do S.S.C., o conceito de segurança é duplamente observado. Um trampling na região genital masculina pode causar sérias lesões e, até mesmo, a perda das gônadas. Trampling no pescoço invariavelmente conduz a morte.

TT (Tit Toture) -

Do inglês, tortura nos seios.

V

Velas - Cera -

Prática dentro do BDSM onde a parafina de uma vela é gotejada no corpo do submisso(a). Deve-se evitar derramar parafina muito de perto, bem como não se utilizar velas coloridas, porque o corante da parafina aumenta o ponto de liquefação da mesma. Velas coloridas, aromatizadas e similares, podem ocasionar queimaduras sérias.

Water Sports -

Na sexualidade humana, os mais profundos tabus são contra-balanceados pelo desejo de transgredir a fronteira tênue entre o permitido e o proibido. Neste tópico, abordaremos as atividades mais comuns associadas a Water Sports: enemas e golden shower (urina). Talvez, o desconforto que este assunto provoca explique a escassez de trabalhos e estudos sérios a respeito de Water sports como manifestação erótica. Mas o que é afinal Water Sports? É interesse erótico na eliminação, tanto natural como induzida (enemas) de fezes e urina. Clinicamente, os atos e práticas a ela associados são classificados como parafilias. Assim, Clismafilia é a erotização com enemas, Urofilia é o estímulo erótico por ver, entrar em contato, receber no corpo urina, ou urinar em alguém. Coprofilia é similar a Urofilia, mas envolve fezes, Cateterofilia é o estímulo erótico em usar ou aplicar em alguém um cateter, para controlar ou expelir urina. De todas estas práticas, os golden showers (ato de urinar ou receber urina no corpo do parceiro(a) e os enemas ( introdução de água no ânus, através de um irrigador) são as mais comuns). Toda e qualquer atividade de Water Sports tem um grau de risco. Um enema feito de uma maneira inadequada, por exemplo, pode ter conseqüências fatais. Urina, mesmo sendo um ambiente hostil para vírus e bactérias não está acima de infecções. Um cuidado muito grande durante as atividades foi observado em todas as descrições e relatos dos praticantes de Water Sports. Dentro do BDSM enemas e golden showers são formas utilizadas para simbolizar submissão e posse e também são utilizados como instrumentos em dominação mental, pois associam a sensação de uma profunda "entrega" (o cólon e reto dilatados por uma certa quantidade de água) à atividade de evacuar que o ser humano faz em absoluto isolamento. É uma experiência psicológica profunda receber um enema de um dominador(a), ter de reter este enema por uns 15 minutos, e depois ir ao banheiro sem poder fechar a porta para expelir o enema.
Mademoiselle Gypsy Alexandra Kali Amaya Marques